Pesquisa coordenada por ana Maria de Castro, do núcleo de Sondagem da Construção, e realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas aponta que o ano de 2012 marca a retomada dos investimentos no setor de construção e o aumento nas contratações, citando que o Índice de Confiança da Construção (ICST) em março apresentou o melhor resultado da série histórica, iniciada em setembro de 2011.
O índice caiu 6,6% no trimestre finalizado em março, ante -8,4% do período encerrado em fevereiro, o que denota uma recuperação. A coordenadora atribui a retomada dos investimentos a eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos nos próximos anos, ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e ao fato de ser 2012 um ano eleitoral. "Não se pode dizer que o setor de construção está fraco ou ruim, o ritmo está apenas desacelerado em relação ao ano passado", afirmou Ana Maria Castelo.
Ela citou que alguns segmentos ligados a infraestrutura pressionaram negativamente a confiança do setor de construção no trimestre encerrado em março, porque ainda refletiam a queda de investimentos no ano passado e a crise no Ministério dos Transportes. São eles: "Obras de Infraestrutura para Engenharia Elétrica e para Telecomunicações", com variação de -12,7% ante -9,4% no intervalo encerrado em fevereiro; e "Preparação de Terreno", com variação de -0,9% em março contra 0,1% em fevereiro.
Neste quesito, a queda também se deve à limitação à melhoria dos negócios, pois, segundo a coordenadora da pesquisa, a principal reclamação dos empresários é a escassez de mão de obra qualificada. "Isso afeta seriamente tanto o ritmo de andamento das obras quanto à sua rentabilidade", diz.
Mais força
E o que também deverá movimentar o mercado da construção civil para empresas como MRV, Gafisa e PDG, especializadas em imóveis econômicos foi o anúncio do Governo Federal em liberar R$ 2,8 bilhões para a segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida.
O valor, anunciado pelo Ministério das Cidades, será empregado para a construção de 107.348 unidades habitacionais econômicas.
A meta do governo é contratar mais 220 mil moradias nesta modalidade até 2014.